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Alda Souza PDF Imprimir E-mail

Foto_alda_reduzidaComeçou a fazer teatro em São José dos Campos, São Paulo em um projeto da prefeitura aos 07 anos, década de 1980. O Grupo Pó de Serra era composto por crianças do COSEMT atualmente FUNDHAS, Alda era uma delas. Permaneceu um ano com o grupo encenando espetáculos, juntamente com seus irmãos que também participavam do grupo.

Sua estreia foi com a peça "A Bruxinha que Era Boa", de Maria Clara Machado, a diretora, Jaqueline Baumgratz, não queria seguir o padrão instituído pela autora, pois queria discutir questão da diversidade, preconceito e racismo e os irmãos indicaram Alda para o papel. O espetáculo tinha ainda a direção musical de Celso Pan.

Alda Souza morou em Minas Gerais por 02 anos na década de 1990, depois foi para Salvador, Bahia, morar com sua irmã, participando de algumas encenações no Centro Comunitário em Cajazeiras.

No final de 1991, retorna a São José dos Campos e participa do projeto "Teatro na Comunidade" da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, projeto proposto por Ademar Guerra, ex-diretor da Rede Globo de Televisão. Com o falecimento do diretor, Elizabeth Hartmann, atriz de Porto Alegre, e Sebastião Milaré, crítico de São Paulo, juntos coordenaram o projeto.

Em 1994, estreou os espetáculos "O Patinho Torto ou Os Mistérios do Sexo", de Maximiliano Coelho Neto, sob direção de Rubi Rodrigues, e "Bailei na Curva", dirigida por Brígido Vieira.

Diante de algumas dificuldades em fazer teatro numa cidade pequena, se juntou a alguns colegas com o intuito de montar uma peça de Ariano Suassuna, "O Casamento suspeitoso". Eram 16 pessoas entre eles Marcio Douglas Rodrigues, Antonio Marcos, Ronaldo Alves, Aline, Rebeca, Ana Paula, Jocélio, Júlio. Não obtiveram êxito na montagem, restando apenas Alda, Douglas, Ronaldo e Antônio Marcos, sendo admitido para o grupo dois músicos Eduardo Pane e sua namorada na época, formando assim o grupo Trapos e Farrapos. Montaram o espetáculo de rua, em 1995, "A Farsa do Advogado Espertalhão", com direção de Márcio Douglas Rodrigues. Com este espetáculo participou de diversos festivais e teatro. Em 1996, participou como atriz do "Obscure World – Labirinto do Espanto", coordenado por Eduardo Pinto.

Durante esse período Alda Souza fez um levantamento sobre o fazer teatral de São José dos Campos, montando uma exposição dentro do 15º Festivale – Festival Nacional de Teatro, que, atualmente, é um Festival Internacional.

Em 1997 retornou para Salvador e fez curso de teatro na Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 1998, coordenado por João Figuer, encenando o espetáculo "Qualquer coisa a ver com o paraíso", como resultado do curso "Viver com Arte". No mesmo período foi aluna de Gil Teixeira, no SESC, fazendo curso para Teatro de Bonecos, se apresentando pelo grupo do SESC em diversos locais.

Entra no curso de Licenciatura em Teatro, em 1999. Durante a trajetória na Escola de Teatro, envolveu-se na representação da Residência Estudantil e do Diretório Acadêmico, produzindo um fanzine acadêmico "Suruba de Ideias". Juntamente com os membros do Diretório Acadêmico, mais especificamente na pessoa de Marconi Araponga, propôs um projeto de parceria com o Teatro Vila Velha "O quê Cabe Neste Palco", aonde algumas cenas do projeto "Ato de 4" eram apresentadas no referido teatro.

Em 1999/2001 fez participação como palhaço na peça, de Bertold Brecht, "Terror e Miséria no Terceiro Reich", dirigida por Tânia Flores. Ainda em 1999 entra para a Escola de Artes do Circo Picolino, em uma turma formada pelos alunos da Escola de Teatro: Alda Souza, Tânia Soares, João Lima, Antônia, Felícia, Alexandre Casali, Taís, Larissa, entre outros. Permaneceu nas oficinas até 2001. Realizou oficinas de Técnicas de Clown com André Casaca (2000) e Joice Aglae (2003). Através desses cursos fez seleção para uma bolsa de pesquisa de Iniciação Científica na Escola de Teatro e entrou no projeto "O Circo e suas Técnicas – A importância da arte circense na formação do ator" com orientação da Professora Doutora Eliene Benício. Tal pesquisa foi aprofundada, posteriormente, com a dissertação de mestrado "A Memória do Circo Mambembe: o palhaço Cadilac e a reinvenção de uma tradição", sob orientação da Professora Doutora Eliene Benicio. No período de 2000 – 2004 foi professora de teatro na ONG (Organização Não Governamental) Casa do Sol em Cajazeiras V. Ministrou aula também em Madre de Deus, 2004, no Projeto Segundo Turno, crianças. Ministrou aulas de teatro para a terceira idade no curso de extensão da UNEB – UATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) de 2002 a 2005.

Os espetáculos realizados enquanto esteve na Escola de Artes do Circo Picolino foram: "Batuque", direção geral Anselmo Serrat (1999); "Guerreiro", direção geral Anselmo Serrat (2000); "Povo Brasileiro", direção geral Anselmo Serrat (2001).

Alda Souza dirigiu cenas e espetáculos tais como: "Dois perdidos numa noite suja", Projeto Ato de 4 da Escola de Teatro da UFBA – Cena (2000); "Cidadão de Papel", com Grupo de adolescentes da Casa do Sol – Vencedor dos Prêmios: Melhor Ator; Melhor Atriz; Melhor Ator Coadjuvante e Espetáculo Revelação, no I FESTIVAL DE TEATRO ÁGATA ESMERALDA (2002); "O Pastelão e a Torta com Suco de Laranja", espetáculo de rua com os adolescentes de Cajazeiras (2004). Ajudou na produção do espetáculo "Deus Danado", vencedor do Prêmio Braskem de Melhor Ator, Pisit Mota, e Diretora Revelação, Alda Valéria (2003). Atuou como assistente de direção, "Sapato do Meu Tio", vencedor do Prêmio Braskem de Melhor Diretor, João Lima, Melhor Ator, Lúcio Tranchesi, e Melhor Espetáculo, (2005).

Da sua atuação como professora destaca-se ainda a Oficina de Teatro Popular, 10º Encontro Nacional de Estudantes de Design/UNEB (2000); Oficina de Perna de Pau no III Festival de Artes do CESC, em Senhor do Bonfim – BA, (2005); Oficina de Perna de Pau no VIII Festival de Artes do Colégio Marista, Salvador (2006); Professora de Artes Circenses (acrobacias, trapézio e corda indiana) na ONG Circo Maravilha, Salvador, (2006).

Como artista circense ressalta-se apresentações de esquetes e reprises clássicas de palhaço, tais como: Abelha, Abelhinha; O Jornal; Oração de São Luiz; D com A; Pensão de Dona Estela; As Lavadeiras; O Barbeiro; O Dentista entre outras, seja em eventos, rua ou por vezes nos circos itinerantes: Bismarck, Shennayder, Washington Circus; Kadoshy e Play Circus, (2001/2012)

Em 2002, montou o Grupo Paspalhões, trabalhando como animadora de festa infantil, com apresentações de circo, malabares, magia, palhaços. Encenou o espetáculo "Aladim no Sítio do Pica Pau Amarelo", sob sua direção, espetáculo infanto-juvenil que misturava circo e teatro, com apresentações Aeroclube e no Espaço Cultural Raul Seixas.

No período em que esteve à frente do Grupo Paspalhões, Alda Souza, dividia seu tempo entre o trabalho burocrático numa empresa de telefonia e a vida de artista circense, quando recebeu uma proposta de Paula Gomes, convidando-a para assessoria do Núcleo de Artes Circenses da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Como assessora do circo, Alda Souza lançou em 2008, o primeiro edital estadual das artes circenses, homenageando o palhaço Fura-Fura, de acordo com a proposta dos próprios circenses. Desde 2008 vem desenvolvendo, através do Núcleo de Artes Circenses da Fundação Cultural – FUNCEB, editais, projetos e programas que atendam as políticas culturais voltadas para as artes circenses.

Alda Souza vem empenhando-se para que as artes circenses sejam cada vez mais reconhecidas dentro da Secretaria de Cultura do Estado, nos Municípios e nas universidades, pois acredita que os circos disseminam as linguagens artísticas, tentando suprir a falta dos equipamentos culturais e atividades artísticas no interior do estado da Bahia, mais especificamente.

 
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